sexta-feira, 18 de junho de 2010

Meu Pai I

O OLHAR DE MEU PAI

Objetivos do Programa: Homenagear os pais em seu dia, fazer com que o jovem perceba a importância do pai, e seja grato por ele. Saber que somos todos filhos de um mesmo Pai que nos olha com amor incondicional

Planos para o Programa: Fazer um convite especial a todos os pais da igreja e preparar uma lembrança especial deste dia. Cada filho pode entregar algo feito por suas mãos para seu pai e um cartão onde pode externar gratidão.

Para o momento da crônica, se houver recurso visual, selecionar fotos dos pais presentes com seus filhos.


Introdução – Crônica

No olhar do meu pai

Norma Emiliano

Na mente lances repletos de intensa vida. A visão de si e do mundo nos chegam pelos olhares mais freqüentes com os quais convivemos. È impossível não nos lembrarmos dos olhares paternos. Olhar de aprovação, olhar de reprovação, olhar de ternura, olhar de admiração. Emoções tornadas visíveis. “Os olhos são o espelho da alma” expressa o dito popular. Sim, muito mais do que as palavras, os olhos nos falam.

As palavras nos servem para reproduzir nas entrelinhas as marcas profundas de dias em que nos olhamos. Alguns olhares, apesar de não serem verbalizados, permanecem arraigados nas profundezas da alma. Muitos desses olhares com o passar do tempo agem como o foco das lanternas, iluminando os caminhos que percorremos.

Dentre tantas lembranças, gosto do mundo da alegria, das festas familiares. Muita música, muitos quitutes; crianças e adultos no farfalhar dos gestos. Como nada dura para sempre, em seguida o trabalho; colocar tudo no seu devido lugar. Muito próxima a meu pai, correndo de um lado para outro, no desejo de atender aos seus pedidos. Lembro-me dele jovem, cheio de vigor, olhos brilhantes e confiantes. Da sua confiança a minha confiança. Lembro-me também de seus olhos tristes, acabrunhados, desesperados na perda de sua mãe. Da sua tristeza fez-se a minha também.

Pai, “pai herói”, na infância parecia-me perfeito. Com seu carinho sentia-me amada. Com seu olhar orgulhoso, sentia-me única e bela. Sob seus olhos criei minha auto-estima. Contudo, na adolescência pareceu-me enfraquecido e não reconhecia mais o meu herói. Dei-me conta da sua humanidade. No transcorrer do tempo, as perdas de emprego, da juventude, da mãe. De perda em perda o vi transformando-se. A dignidade e humor intactos, mas o corpo curvado e o olhar embaçado. O meu orgulho pelo pai herói transformou-se em orgulho pelo homem e em imensa gratidão e ternura.

No compasso do tempo somamos diversos e diferentes olhares. Como marca, trago para a vida um olhar atento para este mundo tão transformado, cada vez mais violento e desumano, mundo não alcançado por meu pai. Por vezes, busco no meu íntimo sua referência e extraio dela uma nova visão. Uma visão que me permite ter esperança. Esperança de olhares ternos, solidários e mais justos.

Hoje, as formas de reprodução dos olhares ampliaram-se através da tecnologia. Formas que nos permitem registrar momentos para a posteridade. Os meios de comunicação ampliam os horizontes das pessoas. Mistura-se o real ao imaginário. Mas, os principais registros dos nossos olhares são aqueles que ficam do nosso cotidiano.

Onde quer que o homem fixe o olhar, atento, aí começa a haver mudança....


DINÂMICA – O Pai conhece o seu filho

Participantes: cinco Duplas (Pais e filhos)

Como realizar: Separam-se as duplas de maneira que primeiro fiquem só os pais enquanto os filhos ficam em outro lugar, sem contato. São feitas perguntas de cunho pessoal em relação ao gosto e escolhas dos e os pais respondem anotando em uma folha de papel. Os filhos voltam sem saber a resposta que os pais deram e respondem as mesmas perguntas para verificar se os pais acertaram as respostas. Depois se faz o inverso e a dupla que tiver mais acertos ganha um brinde especial


Ilustração

Um Pai costumava levar sua filha para um parque não muito longe de seu apartamento. Certo dia, quando ela brincava em um quadrado de areia, um sorveteiro aproximou-se deles. O Pai comprou um sorvete para ela, então, quando me virou para entregar-lo, viu que sua boca estava cheia de areia. Ela encheu de sujeira um local que ele planejava adoçar.
Será que esse Pai a amava mesmo com a boca suja? Absolutamente. Ela deixou de sua filha por estar com sujeira em sua boca? É claro que não. Iria ele permitir que ela ficasse com aquela sujeira em sua boca? De jeito algum. Por quê? Porque ele a ama.


Sob o olhar do Pai eterno

Mateus 7: 9-11

“Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, s vós que sois maus, sabeis dar boas dádivas, aos seus filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?”

Deus faz o mesmo por nós. Ao olhar só pensa em nosso bem estar. Só vê aquilo que podemos nos tornar em suas mãos. È assim que Ele os olha – com amor de pai. Um olhar que está acima da reprovação, acima da repreensão, um olhar acolhedor. Seus braços fortes e acolhedores nos seguram sobre a fonte das águas limpas.

Então ele nos limpa de nossa sujeira. Ele tem uma oferta melhor. Elee nos ama tanto que não permite nos deixar do jeito que estamos.

Estar debaixo d uma olhar como este ´confortante, nos traz paz. Um gesto incondicional de amor e carinho.

Diga hoje: “Pai obrigado por seu amor, por se entregar, por me amar. Obrigado porque nas horas difíceis você estava lá. Obrigado por seu amor, independentemente do que sou ou que fiz. Estou em Seus braços, preciso do Seu colo e do Seu carinho. Me ampare como sempre fez, para que eu possa receber a paz. Amém”

Diga isso ao seu Pai do Céu e ao seu pai neste dia especial

(Cabe aqui um momento de confraternização entre as famílias da igreja.)

Fonte: http://sosliderja.blog.terra.com.br/
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